A Denúncia

Poucos são os relatos do nosso mais recente passado. É como se evitássemos o registo escrito de uma memória que, por não ser nomeada, não é ainda sentida como nossa.
O que Juvenal Bucuane faz nesta Denúncia é revisitar esse período de mudanças e colocar um simples operário perante a engrenagem da dominação. Nesse confronto entre um homem e um sistema de desumanização, surge esta novela que se destina não a culpabilizar fantasmas, mas a apreender melhor a nossa actualidade. Como Bucuane diz na dedicatória do livro, trata-se de educar os nossos filhos a «amar verdadeiramente a Pátria e os homens que a ergueram do chão». Este breve texto é uma visita a esse chão onde outros homens prosseguem na luta pela dignidade e pela verdade.
Uma viagem sem pretensões literárias pelo universo do racismo, da inveja e da mentira. Uma súbita iluminação sobre um período histórico que alguns, agora, pretendem branquear. Tal como na sua poesia, Juvenal Bucuane mantém a sua proposta, a sua convicção: contra o envenenar da esperança só o amor pode actuar como antídoto.(Mia Couto)

  • Dimensão: x cm
  • Páginas: 0
  • Peso: 0g
  • ISBN:
  • 1.ª edição: 0000-00-00